sexta-feira, 26 de agosto de 2011

APICULTURA

Coleção SENAR 142
MEL
Manejo de apiário
para produção de mel
Coleção SENAR 142
Coleção SENAR
TRABALHADOR na apicult ura
142
Mel
Manejo de apiário
para produção de mel
IMPRESSO NO BRASIL
© 2009, SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural
Coleção SENAR - 142
Mel
Manejo de apiário para produção de mel
FOTOGRAFIA
Ivana Leite Borges
AGRADECIMENTOS
Ediney de Oliveira Magalhães
Centro Regional de Apicultura da Comissão Executiva do Plano da Lavoura
Cacaueira, órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
por ceder suas instalações e equipe técnica para produção fotográfica.
SENAR - Serviço Nacional de Aprendizagem Rural.
Mel: manejo de apiário para produção do mel / Serviço Nacional de Aprendizagem
Rural. -- 2. ed. Brasília: SENAR, 2010.
80 p. : il. ; 21 cm -- (Coleção SENAR; 142)
I SBN 978-85-7664-049-3
1. Abelhas – criação. 2. Mel - produção. I . Título.
II. Série
CDU 638.1
Sumário
Apresenta ção 7
Introd ução 9
Mane jo de api ário para a prod ução de mel 10
i - Revisar a colmeia 11
1 - Reúna o material 12
2 - Acenda o fumigador 12
3 - Vista a indumentária 13
4 - Aproxime-se da colmeia 13
5 - Aplique fumaça no alvado 14
6 - Retire a cobertura e a tampa 14
7 - Retire os quadros 15
8 - Retorne a tampa 17
9 - Retorne a cobertura 18
ii - Alimentar artificia lmente as abe lhas 19
1 - Reúna o material 20
2 - Prepare o alimento 20
3 - Coloque o alimento no pote do alimentador 22
4 - Encaixe o pote no alimentador 22
5 - Alimente as abelhas 23
iii - Substit uir os fa vos velhos e defeit uosos 25
1 - Reúna o material 26
2 - Vista a indumentária (EPI) 26
3 - Acenda o fumigador 26
4 - Aplique fumaça no alvado 26
5 - Abra a colmeia 26
6 - Retire os quadros com favos escuros e defeituosos do ninho 27
7 - Introduza os quadros com lâminas de cera alveolada 28
iv - Forta lecer os en xames 29
1 - Una os enxames fracos 30
2 - Inverta a posição do enxame fraco com o forte 35
3 - Transfira favos com crias operculadas da colmeia forte para a fraca 37
v - Substit uir as rain has improd utivas 43
1 - Reúna o material 44
2 - Escolha a colmeia matriz 44
3 - Orfane a colmeia matriz 45
4 - Coloque a rainha em uma gaiola 45
5 - Coloque a rainha em outra colmeia 46
6 - Revise a colmeia matriz 47
7 - Retire as realeiras 47
8 - Coloque as realeiras em gaiolas individuais 48
9 - Coloque as gaiolas com realeiras em um quadro porta gaiolas 48
10 - Coloque o quadro porta gaiolas na colmeia matriz 49
11 - Feche a colmeia 49
12 - Abra a colmeia matriz 49
13 - Retire da colmeia matriz as gaiolas com as rainhas virgens 50
14 - Orfane as colmeias que tenham rainhas velhas 50
15 - Introduza a rainha virgem 51
16 - Liberte a rainha virgem 51
vi - Substit uir as colmeias danificadas 53
vii - Colocar as melgueiras no início da florada 55
1 - Reúna o material 56
2 - Vista a indumentária 56
3 - Acenda o fumigador 56
4 - Aplique fumaça no alvado das colméias 56
5 - Retire a tampa da colmeia 57
6 - Coloque as melgueiras 57
7 - Feche a colmeia 57
viii - Colher o mel 59
1 - Reúna o material 60
2 - Vista a indumentária 60
3 - Acenda o fumigador 60
4 - Retire a tampa da melgueira 60
5 - Aplique a fumaça 61
6 - Retire os quadros com mel maduro 61
7 - Remova as abelhas do quadro de mel 62
8 - Coloque os quadros em uma melgueira vazia 63
9 - Transporte corretamente as melgueiras 63
ix - Beneficiar o mel 65
1 - Higienize o ambiente, equipamentos e utensílios 66
2 - Sanitize o ambiente, equipamentos e utensílios 67
3 - Extraia o mel 68
4 - Filtre o mel 70
5 - Decante o mel 71
6 - Envase o mel 72
7 - Rotule o mel 73
8 - Embale os potes 73
x - Armazenar o mel 75
xi - Comercia lizar o me l 77
Refer ências 79

Coleção | SENAR
7
Apresentação
Os produtores rurais brasileiros já mostraram sua competência na produção de
alimentos. Atingimos altos índices de produtividade e o setor, hoje, representa um
terço do Produto Interno Bruto (PIB), emprega um terço da força de trabalho e
gera um terço das receitas das nossas exportações.
Certamente, os cursos de capacitação do SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem
Rural) contribuíram para que chegássemos a resultados tão satisfatórios. Milhares
de produtores e trabalhadores rurais se valeram dos treinamentos promovidos
pelo SENAR para obter melhor desempenho em suas atividades.
Precisamos nos habilitar a aproveitar as necessidades do mercado e alcançar maior
rentabilidade para o nosso negócio. Um dos instrumentos que utilizamos nestas
ações de capacitação são cartilhas como essa, que compõe a coleção SENAR.
Trata-se de um recurso instrucional de grande importância para a fixação de
aprendizagem, que poderá se tornar fonte permanente de consulta e referência.
Desde que foi criado, o SENAR vem reunindo experiências, mobilizando esforços e
agregando novos valores que se fundem aos conteúdos disseminados nos cursos
e treinamentos. Nossas cartilhas consolidam esse aprendizado e representam o
compromisso da Instituição com a qualidade do serviço educacional oferecido aos
cidadãos do campo.
Levamos muito a sério a nossa missão de capacitar os produtores e trabalhadores
rurais a serem cada vez mais eficientes. Queremos que o campo se modernize, seja
capaz de produzir mais e melhor, usando tecnologia adequada e gerenciando com
competência suas atividades. Participe desse esforço e aproveite, com habilidade
e disposição, todos os conteúdos que o SENAR oferece, nesta produtiva cartilha.
Bom trabalho!
Senadora Kátia Abreu
Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA
e do Conselho Deliberativo do SENAR

Coleção | SENAR
9
Introdução
Mundialmente o mel é o produto mais explorado pela apicultura. O Brasil
possui uma flora apícola abundante e diversificada, proporcionando a produção
de méis de excelente qualidade. A cartilha MANEJO DE APIÁRIO PARA
PRODUÇÃO DE MEL aborda de maneira prática e objetiva as técnicas para a
produção de mel enfocando os aspecto da revisão da colmeia, alimentação
artificial, fortalecimento dos enxames, seleção e produção de rainhas pelo
método da puxada natural, colheita, beneficiamento e noções de comercialização
do mel.
Coleção | SENAR 10
Manejo de apiário para a
produção de mel
O mel, pólen, própolis, geléia real, cera, apitoxina (veneno das abelhas
para uso medicinal), produzidos dentro de normas tecnicamente corretas,
têm boa aceitação no mercado consumidor e proporcionam rendimentos
econômicos compensadores.
O apicultor, primeiramente, deverá realizar a Implantação do Apiário e em
seguida preparar as suas colméias para a produção, conduzindo o manejo
de forma a obter sucesso na atividade.
Esta cartilha, de forma simples e ilustrada orienta sobre o Manejo de Colméias,
tratando do tamanho dos enxames; da alimentação das abelhas; da
seleção, produção e postura das rainhas e da preparação das colméias
para a produção, coleta e beneficiamento do mel.
Revisar a colmeia
As colmeias devem ser abertas para revisões de rotina, manejo de produção
ou em alguma eventualidade onde é necessário o apicultor intervir.
Aberturas desnecessárias devem ser evitadas.
i
Coleção | SENAR 12
1 - Reúna o material
Indumentária (EPI), fumigador, vassourinha, formão, fósforo, material de
combustão (maravalha).
2 - Acenda o fumigador
Coleção | SENAR
13
3 - Vista a
indumentária
4 - Aproxime-se da colmeia
A aproximação deve ser feita
pela lateral ou por tras da colmeia,
para não interromper a
linha de vôo das abelhas.
Alerta ecológico:
No manuseio do fumigador deve-se ter cuidado para não provocar
incêndios.
Coleção | SENAR 14
5 - Aplique fumaça no alvado
6 - Retire a cobertura e a tampa
Coleção | SENAR
15
7 - Retire os quadros
Os quadros devem ser retirados e examinados um a um, deixando o primeiro
fora da colmeia, para facilitar a retirada dos demais. O quadro que ficar
fora da colmeia não deverá conter ovos e larvas (crias abertas) evitando
seu resfriamento.
7.1 - Examine os
quadros retirados
7.1.1 - Observe a
existência da reserva de
alimento (mel e pólen)
Coleção | SENAR 16
7.1.2 - Observe a
presença de ovos
A presença de um ovo em
cada alveolo é indicador da
existência da rainha, portanto
não há necessidade de visualizá-
la para constatar a sua
presença na colmeia.
7.1.3 - Observe a uniformidade da postura
A uniformidade da postura indica que a rainha é jovem e vigorosa. Rainhas
jovens são mais prolíferas (grande capacidade de por ovos) e realizam
posturas intensas nas épocas das floradas aumentando consideravelmente
a população da colmeia. As falhas na postura podem ser indicativo de que
a rainha é velha e deve ser substituída.
7.1.4 - Observe a sanidade das crias
As abelhas estão sujeitas às diversas doenças. Crias mortas no interior dos
favos indicam anormalidade e deve ser identificada a causa.
Atenção:
1 - Para identificar a causa de anormalidade, quando ocorrer,
consulte um técnico especializado;
2 - Nenhum tipo de antibiótico deve ser ministrado às colmeias.
Coleção | SENAR
17
7.1.5 - Observe o estado dos favos
Com o decorrer do tempo os favos vão escurecendo em função de varias
pigmentações (saliva das abelhas, camada de própolis, emanações do
corpo das abelhas, entre outros) causando a diminuição do diâmetro dos
alvéolos e dificultando a postura da rainha. Devem ser substituídos dois a
três quadros com favos escuros a cada ano. Os quadros com favos desalinhados
também devem ser substituídos.
8 - Retorne a tampa
Atenção:
Após a observação, os quadros devem ser recolocados.
Coleção | SENAR 18
Atenção:
1 - A colmeia não deve ser aberta em horários muito frios e em
dias chuvosos;
2 - Cheiros fortes irritam as abelhas, portanto, evite a utilização de
perfumes e macacão sujo;
3 - A revisão deve ser feita de maneira rápida e objetiva.
9 - Retorne a cobertura
Alimentar artificialmente
as abelhas
As abelhas precisam de dois tipos de alimentação artificial: de subsistência
e estimulante.
A alimentação de subsistência é feita visando suprir a ausência da alimentação
natural coletada nas flores.
A Alimentação estimulante é feita com antecedência de aproximadamente
dois meses do início da florada principal e serve para estimular a postura
da rainha, aumentando a população do enxame.
ii
Coleção | SENAR 20
1 - Reúna o material
Pote com tampa perfurada, alimentador Boardmam, açúcar, fósforo, colher,
água, panela, fogareiro, botijão de gás, mesa.
2 - Prepare o alimento
2.1 - Dissolva o açúcar na água
A proporção do açúcar para a água varia de acordo com o objetivo da
alimentação; se estimulante ou de subsistência.
Para a alimentação estimulante usam-se duas partes de água para uma
parte de açúcar.
Coleção | SENAR
21
Para a alimentação de subsistência a proporção é de uma parte de água
para uma parte de açúcar.
2.2 - Aqueça a mistura
Coleção | SENAR 22
3 - Coloque o alimento no pote
do alimentador
4 - Encaixe o pote no alimentador
Atenção:
O alimento não deve ser fornecido quente para as abelhas.
Coleção | SENAR
23
5 - Alimente as abelhas
5.1 - Reúna o material
Indumentária completa,
fumigador,
alimentador Boardmam,
pote com alimento,
redutor de
alvado.
5.2 - Vista a indumentária (EPI)
5.3 - Aplique fumaça no alvado
Coleção | SENAR 24
5.4 - Coloque o pote no alimentador
5.5 - Coloque o alimentador no alvado
5.6 - Reduza o alvado
A redução do alvado evita que outras abelhas tentem entrar na colmeia
para pilhar (roubar o alimento).
Substituir os favos
velhos e defeituosos
Nos favos escuros ocorre a diminuição do diâmetro dos alvéolos o que
dificulta a oviposição da rainha provocando o nascimento de operárias pequenas
ou atrofiadas. Este fato ocasiona a diminuição do enxame.
iii
Coleção | SENAR 26
1 - Reúna o material
Indumentária (EPI), fumigador, quadros com cera alveolada, formão.
2 - Vista a indumentária (EPI)
3 - Acenda o fumigador
4 - Aplique fumaça no alvado
5 - Abra a colmeia
Coleção | SENAR
27
6 - Retire os quadros com
favos escuros e defeituosos
do ninho
Atenção:
Retire dois a três quadros por colmeia, escolhendo aqueles que contêm
favos vazios.
Coleção | SENAR 28
7 - Introduza os quadros com
lâminas de cera alveolada
Atenção:
1 - O quadro com lâmina de cera alveolada deve ser introduzido
sempre entre dois quadros com favos de larvas;
2 - A introdução de mais de um quadro de lâmina de cera nova (lado
a lado) causa o resfriamento das larvas e pode dividir o enxame;
3 - Pode-se adiantar o trabalho das abelhas, substituindo os quadros
com cera escura por cera alveolada previamente puxada proveniente
de enxames suporte (doadores de favos novos construídos).
Fortalecer os enxames
Nas épocas de floradas a colmeia deve estar muito populosa para ter alta
produtividade e se defender de seus inimigos naturais. Uma colmeia populosa
é mais produtiva que duas fracas.
Alguns métodos podem ser utilizados para o fortalecimento dos enxames,
visando a produção de mel, como a união de enxames fracos, a inversão de
posição de uma colmeia fraca e uma forte e a transferência de favos com
crias operculadas de uma colmeia forte para uma fraca.
iv
Coleção | SENAR 30
1 - Una os enxames fracos
1.1 - Reúna o material
Ninho vazio com tampa e fundo, quadros com cera alveolada, borrifador com
solução de água e açúcar, indumentária completa, fumigador, vassourinha.
1.2 - Vista a indumentária (EPI)
1.3 - Acenda o fumigador
Coleção | SENAR
31
1.4 - Coloque o ninho vazio entre as duas
colmeias que serão unidas
1.5 - Aplique fumaça no alvado das colmeias
Alerta ecológico:
No manuseio do fumigador deve-se ter cuidado para não provocar
incêndio.
Coleção | SENAR 32
1.6 - Retire a tampa das três colmeias
1.7 - Elimine a rainha mais velha
A rainha mais velha deve ser eliminada porque apresenta diminuição e
irregularidade na postura.
Coleção | SENAR
33
1.8 - Borrife a solução de água com açúcar
sobre as abelhas
1.9 - Transfira os quadros
Transfira alternadamente os quadros das duas colmeias que estão sendo
unidas para a nova colmeia.
Os favos com crias devem ser colocados no centro da nova colmeia e os
com pólen e mel (caso existam) ao lado dos quadros com cria.
Coleção | SENAR 34
1.10 - Transfira as abelhas restantes para a
nova colmeia
1.11 - Feche a nova colmeia
Coleção | SENAR
35
2 - Inverta a posição do
enxame fraco com o forte
Pode-se aumentar o número de abelhas de uma colmeia com baixa população
trocando-a de lugar com outra mais populosa, pois as abelhas
campeiras retornam sempre ao local de origem.
As campeiras serão aceitas em qualquer colmeia desde que estejam carregadas
com alimento. Portanto, a inversão das colmeias deve ser feita no início
da manhã, período de maior coleta de néctar e/ou pólen pelas abelhas.
2.1 - Reúna o material
Indumentária (EPI), fumigador, quadros com cera alveolada, formão.
2.2 - Vista a indumentária
Coleção | SENAR 36
2.3 - Acenda o fumigador
2.4 - Aplique fumaça no alvado da colmeia
fraca (A) e da colmeia forte (B)
2.5 - Troque as colmeias de posição
Coleção | SENAR
37
2.6 - Alimente as colmeias
A alimentação será necessária em época de pouca florada.
3 - Transfira favos com crias
operculadas da colmeia forte
para a fraca
Os enxames fracos podem ser fortalecidos com introdução de favos com
cria operculadas retiradas de outras colmeias mais fortes.
Coleção | SENAR 38
3.1 - Reúna o material
Indumentária (EPI), fumigador, quadros com cera alveolada, formão.
3.2 - Vista a indumentária (EPI)
3.3 - Acenda o fumigador
3.4 - Aplique fumaça no alvado da colmeia
forte (B) e da colmeia fraca (A)
Coleção | SENAR
39
3.5 - Retire a
tampa da colmeia
forte (B)
3.6 - Retire o quadro com favo de cria
operculada da colmeia B
Coleção | SENAR 40
3.7 - Retire as abelhas do quadro
3.8 - Feche a colmeia B
Coleção | SENAR
41
3.9 - Introduza o quadro com favo de cria
operculada na colmeia A
3.10 - Feche a colmeia A
Coleção | SENAR 42
Anotações:
Substituir as rainhas
improdutivas
Rainhas improdutivas, que apresentam baixa postura devem ser substituídas.
Rainhas novas e selecionadas, por serem mais produtivas, mantêm os
enxames mais populosos e consequentemente mais produtivos.
Rainhas novas e selecionadas podem ser compradas de empresas apícolas
especializadas ou serem criadas pelo próprio apicultor. O método da puxada
natural é uma técnica utilizada para produzir rainhas no próprio apiário.
v
Coleção | SENAR 44
1 - Reúna o material
Indumentária completa, fumigador, formão, gaiolas, quadro porta gaiola, faca.
2 - Escolha a colmeia matriz
Uma matriz ideal deve ser a mais produtiva,
pouco defensiva, que apresente ótima
regularidade de postura e resistência às
doenças.
Quando não for possível reunir todas as
características desejáveis, selecione colmeias
matrizes que apresentem alta produtividade
e pouca defensividade.
As rainhas filhas da colmeia matriz que foi escolhida
como sendo a melhor, apresentarão
boas características genéticas, melhorando a
produtividade do apiário.
Coleção | SENAR
45
3 - Orfane a colmeia matriz
Orfanar consiste em retirar a rainha da colmeia.
4 - Coloque a rainha em
uma gaiola
Coleção | SENAR 46
5 - Coloque a rainha em
outra colmeia
A gaiola com a rainha deverá ser colocada temporariamente em outra
colmeia.
Atenção:
A gaiola com a rainha retirada da colmeia matriz deverá ficar no
ninho e próximo aos quadros com crias abertas.
Coleção | SENAR
47
6 - Revise a colmeia matriz
No prazo de sete a oito dias após a retirada da rainha deve-se fazer a
revisão para constatar a presença das realeiras.
7 - Retire as realeiras
As realeiras formadas serão retiradas com uma faca.
Coleção | SENAR 48
8 - Coloque as realeiras em
gaiolas individuais
Fixe a realeira com alfinete na parte superior da gaiola passando o mesmo
pelos furos nas laterais, tendo o cuidado de não danificar a realeira. Use
tantos alfinetes quanto necessários.
9 - Coloque
as gaiolas
com realeiras
em um quadro
porta gaiolas
Coleção | SENAR
49
10 - Coloque o quadro porta
gaiolas na colmeia matriz
O quadro porta gaiolas deve ser colocado próximo aos favos de crias abertas.
11 - Feche a colmeia
12 - Abra a colmeia matriz
A colmeia matriz deve ser aberta de sete a oito dias após o início da operação.
Coleção | SENAR 50
13 - Retire da colmeia matriz
as gaiolas com as rainhas
virgens
14 - Orfane as colmeias que
tenham rainhas velhas
Coleção | SENAR
51
15 - Introduza a rainha virgem
A rainha virgem será introduzida na colmeia que terá sua rainha velha substituída.
Ela deverá ficar próxima às crias abertas.
16 - Liberte a rainha virgem
Liberte a rainha virgem da gaiola dois dias após a introdução. A sua libertação
pode ser de duas formas: abertura da gaiola pelo apicultor ou utilizando
a pasta cândi (massa de açúcar) para preencher o canal da gaiola
a fim de que a mesma se liberte.
A rainha virgem fará o vôo de acasalamento e retornará a colmeia. Após
alguns dias iniciará a postura.
Coleção | SENAR 52
Anotações:
Substituir as colmeias danificadas
As caixas devem ser padronizadas e estar em bom estado de conservação
(sem frestas ou buracos). Isto facilita o manejo e a defesa das abelhas
contra o ataque de formigas, traças e outras abelhas que podem invadir as
colmeias para roubar o mel (pilhagem), entre outros inimigos.
vi
Coleção | SENAR 54
Anotações:
Colocar as melgueiras
no início da florada
A melgueira deve ser colocada sobre a colmeia no início da florada para
que as abelhas possam depositar o néctar colhido nas flores.
vii
Coleção | SENAR 56
1 - Reúna o material
Indumentária (EPI), fumigador, melgueiras contendo quadros com favos
construídos ou cera alveolada, formão.
2 - Vista a indumentária
3 - Acenda o fumigador
4 - Aplique fumaça no alvado
das colméias
Coleção | SENAR
57
5 - Retire a tampa da colmeia
6 - Coloque as melgueiras
7 - Feche a colmeia
Atenção:
1 - Não coloque as melgueiras diretamente no chão para evitar
contaminação com microorganismos;
2 - O número de melgueiras depende da intensidade da florada.
Coleção | SENAR 58
Anotações:
Colher o mel
Sendo o mel um alimento é necessário que se adote medidas higiênicas
desde a colheita no apiário. Para colher mel os apicultores devem estar
em boas condições de saúde e realizar procedimentos de higiene pessoal.
Os equipamentos, utensílios e a indumentária devem estar limpos, com
atenção especial para as luvas. As melgueiras não podem ser colocadas
no chão e devem ser protegidas da contaminação de microorganismos e
sujidades durante o manuseio e transporte.
viii
Coleção | SENAR 60
1 - Reúna o material
Lona limpa, indumentária (EPI), fumigador, melgueiras contendo quadros
com favos construídos ou cera alveolada, vassourinha, formão.
2 - Vista a indumentária
3 - Acenda o fumigador
4 - Retire a tampa da melgueira
Coleção | SENAR
61
5 - Aplique a fumaça
6 - Retire os quadros com
mel maduro
Mel maduro é aquele que está no favo operculado (favo recoberto por uma
fina camada de cera). E apresenta a umidade adequada para consumo, no
máximo 20%, conforme determina a legislação brasileira.
Atenção:
Utilize pouca fumaça
para evitar resíduos no
mel, depreciando sua
qualidade.
Coleção | SENAR 62
7 - Remova as abelhas do
quadro de mel
Atenção:
1 - Colha apenas os favos que estiverem totalmente operculados;
2 - Não devem ser colhidos quadros de mel que apresentem crias;
3 - Não devem ser colhidos quadros de mel com pólen.
Coleção | SENAR
63
8 - Coloque os quadros em
uma melgueira vazia
9 - Transporte corretamente as
melgueiras
As melgueiras com os favos de mel devem ser levadas para a Unidade de
Extração do Mel (UEM), protegidas (tampa, lona, veículo coberto, etc.) da
Atenção:
Proteja o mel coletado de saque pelas abelhas e da contaminação
por microorganismos durante a colheita.
Coleção | SENAR 64
poeira, da umidade e de outras sujidades para não depreciar a qualidade
do mel.
Para minimizar esforços físicos e evitar danos à saúde, recomenda-se a utilização
de equipamentos adequados para o transporte das melgueiras como
padiola, carro de mão ou automóvel utilitário, os quais devem estar limpos.
Beneficiar o mel
O beneficiamento do mel é feito na UEM cuja construção deve ser feita de
acordo com as normas predeterminadas pelos órgão competentes.
A manipulação de produtos alimentícios deve ser feita de forma higiênica e
segura. A higiene pessoal bem como a higienização e sanitização da UEM,
dos equipamentos e dos utensílios utilizados é necessária para garantir um
produto com qualidade livre de contaminações por microorganismos.
Para o beneficiamento do mel são realizadas as seguintes operações: extração,
filtração, decantação, envase, rotulagem, embalagem e armazenamento.
ix
Coleção | SENAR 66
1 - Higienize o ambiente,
equipamentos e utensílios
A higienização consiste na remoção das sujidades através do uso de solução
de água potável e detergente. Deve ser feita no ambiente de trabalho,
nos equipamentos e utensílios.
1.1 - Reúna o material
Detergente neutro, avental, touca, máscara, luva descartável, bota branca.
1.2 - Higienize o ambiente
Coleção | SENAR
67
1.3 - Higienize os equipamentos
1.4 - Higienize os utensílios
2 - Sanitize o ambiente,
equipamentos e utensílios
A sanitização consiste no uso solução de água potável e produtos químicos
sanitizantes com ação bactericida e fungicida para combater bactérias e
fungos. Existem vários produtos no mercado sendo o mais utilizado o hipoclorito
de sódio (água sanitária 3%). Para fazer a diluição deve-se colocar
100 ml de água sanitária (3%) em 10 litros de água.
Coleção | SENAR 68
3 - Extraia o mel
3.1 - Reúna o material
Melgueiras com mel operculado, garfo desoperculador, mesa desoperculadora,
centrífuga, decantador, baldes, potes com tampa, rótulos, avental,
toca, bota.
3.2 - Coloque os
quadros de mel na
mesa desoperculadora
3.3 - Retire os opérculos
Para se realizar a desoperculação, não usar anéis, relógios, pulseiras, brincos
e afins, utilize uniforme de trabalho e lavar as mãos com água potável
e detergente.
Coleção | SENAR
69
3.4 - Coloque
os quadros
desoperculados na
centrífuga
Alerta ecológico:
O detergente deverá ser neutro e biodegradável, para evitar danos
ao meio ambiente.
Coleção | SENAR 70
3.5 - Centrifugue os favos
A centrifugação deverá ocorrer lentamente no início para não quebrar os favos
que estão cheios de mel, aumentando-se a sua velocidade progressivamente.
4 - Filtre o mel
O mel deverá passar por peneiras em duas ocasiões: após a centrifugação
e quando da sua colocação no decantador.
Coleção | SENAR
71
5 - Decante o mel
O processo de decantação é utilizado para retirar eventuais partículas que
permaneceram após a filtragem. O mel ficará em decantação por aproximadamente
48 a 72 horas.
Durante a decantação a espuma e outras partículas sobem formando uma
camada na superfície.
Coleção | SENAR 72
6 - Envase o mel
No envase, o mel deve escorrer pela parede do vasilhame, evitando-se a
formação de espuma
Coleção | SENAR
73
7 - Rotule o mel
A rotulagem deve seguir as especificações dos órgãos oficiais municipal
(Serviço de Inspeção Municipal - SIM), estadual ou federal (Serviço de Inspeção
Federal - SIF)
8 - Embale os potes
Os potes com mel devem ser acondicionados em caixas para facilitar o
transporte e conservação.
Coleção | SENAR 74
Anotações:
Armazenar o mel
Para garantir a qualidade, o mel deve ser armazenado em local higiênico,
seco, fresco e protegido de raios solares para que não ocorra alteração de
suas características físicas e químicas.
x
Coleção | SENAR 76
Anotações:
Comercializar o mel
O comércio consiste em um conjunto de medidas que permitem ao produtor
a colocação do mel no mercado. Existem os mercados interno e externo.
Porém para comercializar, é necessário que o mel seja registrado pelos
órgãos governamentais competentes.
O pequeno e o médio produtor tem na cooperativa, uma importante forma
de comercialização do seu produto tanto no mercado interno quanto no
mercado externo.
xi
Coleção | SENAR 78
Anotações:
Coleção | SENAR
79
Referências
ALV ES, Eloi Machado. Identificação botânica da flora e caracterização do
mel orgânico de abelhas africanizadas produzido nas Ilhas Floresta e Laranjeira
do alto Rio Paraná, 2008, 72f. Tese (Doutorado em Produção Animal-
Apicultura) - Universidade Estadual de Maringá, Maringá-PR, 2008.
ALV ES, Eloi Machado. Polinização e composição de açúcares do néctar de
soja (Glycine Max L. merrill) variedade Codetec 207, 2004, 72f. Tese (Doutorado
em produção animal- Apicultura) - Universidade Estadual de Maringá,
Maringá-PR, 2004.
APICULTURA: Manual do agente de desenvolvimento rural. Brasília: SEBRAE,
2004. (Projeto APIS – Apicultura Integrada e Sustentável).
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Paula da Silva. Higienização e Sanitização na Produção Apícola. Taubaté,
SP: Cabral Editora e Livraria Universitária, 2006.
COSTA, Paulo Sérgio Cavalcanti; OLIVEIRA, Juliana Silva. Manual prático de
criação de abelhas. Viçosa : Aprenda Fácil, 2005.
COUTO, Regina Helena Nogueira. Apicultura: manejo e produtos. 2.ed. Jaboticabal:
Editora Afiliada, 2002.
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informações técnicas. Florianópolis : EPAGRJ, 2003. (Boletim Didático; 45).
FREIRE, Ulysses Costa. Origem da própolis verde e preta produzida em
Minas Gerais. 2000, 50f. Dissertação (Mestrado em Entomologia) – Universidade
Federal de Viçosa, Viçosa-MG, 2000.
MAGALHÃES, Ediney de Oliveira; BORGES, Ivana Leite. Manual de apicultura.
CEPLAC-BA, Brasil. 2006. Mod. I, II e III; 1 CD-ROM.
Coleção | SENAR 80
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1989.
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Marcos de Oliveira. Criação de abelhas para produção de mel. 2.ed. Brasília
: SENAR, 2004. (Coleção SENAR; 17 – Trabalhador na Apicultura)
SANTOS, Guaracy Telles dos; BOAVENTURA, Marcelino Champagnat. Produção
de própolis. Brasília : SENAR, 2007. (Coleção SENAR; 126 – Trabalhador
na Apicultura).
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2000.
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Porto Alegre : Magister, 2003.

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